Nos últimos 5 anos o Benfica foi a uma meia-final e a duas finais europeias, ganhou 2 títulos, 1 Taça de Portugal, 4 Taças da Liga, conquistou aquilo que se batizou como “triplete”, ganhou lugar no pote 1 da Champions, construiu um dos mais modernos museus do Mundo, requalificou o seu centro de estágio, passou a gerir os seus próprios direitos televisivos ultrapassando, logo no primeiro ano, a fasquia dos 300 mil subscritores, ou seja deu um “rombo” violento no negócio do Joaquim Oliveira. Mas apesar de tudo isto, que é manifestamente muito, vejo os Velhos do Restelo do costume questionar a gestão da atual direção. Os que nada mais fazem na vida que não seja arrastar o seu fel nas redes sociais escrevem os comentários mais absurdos e hipócritas.
A verdade é que já me habituei a ler a maioria desses comentários como escritos despeitados de gente que ano após ano vão torcendo para que tudo corra mal, e ano após ano vão ficando mais amargos e mais frustrados porque lentamente o Benfica volta a ser um Clube respeitado e bem sucedido. Vender? É claro que o Clube tem de vender. É que não se pode diminuir o passivo sem vender. Se não se vende é porque é o passivo que está mal, se se vende é porque não se devia vender. Haja pachorra! E será que já perceberam que o sistema financeiro está frágil? E será que ainda não perceberam que quando os jogadores recebem propostas “chorudas” do estrangeiro, mesmo que fiquem “amarrados” ao contrato, nunca mais vão render o mesmo? não ficam “comprometidos” com o Clube, ficam contrariados e não há nada pior do que ter jogadores contrariados. Lembram-se de David Luiz? Ficou meio ano de trombas no Benfica e o seu rendimento foi uma sombra. Já não há amor à camisola e as juras de amor e fidelidade do Enzo não resistem ao cheque do Valência, só para dar um caso bem atual.
Oblak pediu perdão o ano passado, mas não há penitencia que resista a estes mercenários. Os jogadores, salvo raras exceções - e são tão poucas - transformaram–se em mercenários que seguem a cor e o cheiro do dinheiro, e contra isso nada a fazer. E que onda de revolta foi essa do negócio do Garay? Do negócio do Moutinho os sócios e adeptos do FC Porto nem abriram a boca, porque era fácil de perceber o negócio. No caso do Garay também é fácil de perceber, mas como boa família de puritanos que somos lá fomos nós manifestar a nossa incredulidade. É por isso que os de lá de cima vivem melhor, são “putas” no melhor e no pior. E no melhor percebem os negócios!
O único que temos de pedir a esta direção é que vendam todos os que não queiram ficar. Todos! Chamem-se Gaitan, Enzo, Markovic…que não fique um. E se conseguirmos trazer bons talentos para substituir os mercenários que partem tanto melhor. E já agora, ao contrario, mais uma vez, dos puritanos de ocasião, se alguém der 15 milhões por Cancelos e companhia é de fazer o embrulho e fazer a entrega na hora. Quem deu 15 milhões pelo André Gomes não os vai ver de volta. O Benfica nunca chegou a pagar 15 milhões por um “consagrado”, o máximo que chegou foi aos 12 pelo Salvio, mas quando pagam 15 por uma incógnita (miúdos) ficamos indignados. Suprema estupidez. O futebol é o momento e ninguém me garante que qualquer dos miúdos do Seixal venham a ganhar lugar na equipa principal. Eu não sou dos que quero ter mais portugueses na equipa profissional, eu sou daqueles que quero ganhar, seja com sérvios, croatas, argentinos ou brasileiros. Eu quero é ganhar, e os que como virgens ofendidas reclamam por mais portugueses na equipa são os primeiros a assobiá-los ao primeiro falhanço. Eu bem os topo na bancada.
Olha para o que eu digo, não faças o que eu faço. Tomem juízo e deixem o Jesus voltar a “reconstruir” a equipa.